O mercado de TI é predominantemente masculino, mas nem sempre foi assim. O que impede as mulheres de terem presença mais forte na indústria de tecnologia e como recuperar esse espaço perdido? A cientista da computação Karina Tronkos falou recentemente em um Ted Talk sobre estereótipos que afastam as mulheres e nós resolvemos trazer aqui para o nosso blog um pouco do que ela apresentou. Vamos conversar sobre fortalecer a presença feminina na tecnologia?

A trajetória profissional de uma mulher é entrecortada por obstáculos de diferentes naturezas. As razões pelas quais o mercado de TI ainda conta com poucas profissionais femininas são muitas e elas incluem motivos históricos, sociais e econômicos. Não vamos tentar simplificar uma questão complexa, mas gostaríamos de compartilhar algumas ideias sobre um dos motivos pela qual a presença das mulheres na tecnologia é menor do que deveria ser: os estereótipos. 

Computadores e videogames são coisas de menino?

Tronkos cita a pesquisadora Jane Margolis. No livro Unlocking the Clubhouse: Women in Computing, Margolis mostrou que o desequilíbrio de gênero no mercado de tecnologia se acentuou a partir dos anos 1980. Por quê? Porque foi nessa época em que os primeiros computadores pessoais começaram a ser comercializados. A novidade era revolucionária, mas o marketing para o novo produto acabou sendo bem antiquado. Computadores, assim como videogames, eram anunciados e vendidos como itens masculinos.

Fatores que formam o estereótipo de que tecnologia não é para mulheres

A partir dessa visão estereotipada, a ideia de que mulheres não faziam parte do mundo de TI foi se solidificando. E quanto menor era a presença feminina na tecnologia mais crescia o estereótipo de que esse não era um espaço para as mulheres. Criava-se um ciclo vicioso. 

São três os fatores que Tronkos lista para explicar como essa pré- concepção deturpada do “lugar da mulher” acaba se fortalecendo: exposição, falta de conhecimento e pouca visão das possibilidades. 

Primeiro, com o marketing que começou voltado para os homens, as mulheres foram, aos poucos, deixando de se ver no mercado de tecnologia. Não há visibilidade suficiente para as mulheres importantes no setor, as grandes líderes, as profissionais inovadoras. Com o tempo, começamos a achar que elas não existem. Sem se ver representadas, jovens desenvolvedoras vão deixando de ocupar espaços, e o número de mulheres no setor vai caindo. Aí, novamente, caímos no ciclo vicioso do estereótipo que cria a si mesmo.

Em segundo lugar, Tronkos acha que existe uma falta de conhecimento sobre como a tecnologia é feita. Em geral, o público leigo não imagina como é a rotina de profissionais de TI e como as soluções que usamos no dia a dia são produzidas. Sem um melhor entendimento sobre o trabalho, é mais fácil acabar acreditando em um estereótipo que diz que aquela atividade não é para mulheres. 

E por fim, o terceiro ponto é a noção de possibilidade. Para Tronkos, mais mulheres poderiam ingressar no mercado de tecnologia se soubessem como essa área se relaciona com muitas outras. Programação, desenvolvimento e design podem ser usados para criar soluções para a saúde, os esportes, as artes, ações sociais e muitas outras. 

A VanHack quer ajudar mais mulheres no mercado de tecnologia

Women in Tech, We’re Looking for You

Como quebrar os estereótipos negativos de mulheres na tecnologia 

Uma só atitude pode ajudar a quebrar todos esses estereótipos: o entendimento de pertencimento. A cientista da computação diz que ao se sentir parte desse mundo, as mulheres vão conquistando terreno.

Tronkos disse que sua visão mudou quando, ao ser aceita para uma scholarship da Apple, ela percebeu que seu trabalho era valoroso. Ela disse para si mesma. “é isso, eu pertenço. Eu vou fazer isso e levar outras mulheres comigo”.

Para ela, uma boa forma de encontrar pertencimento é construindo e fortalecendo comunidades. Grupos de mulheres que se percebem umas nas outras e reforçam a legitimidade de cada uma nos espaços ainda muito masculinos. 

Por que precisamos de mais mulheres na tecnologia?

Why We Need More Women in Tech

A tecnologia sempre foi feminina, é preciso recuperar o espaço

Esse ideia de pertencimento não é só um papo motivacional. É realidade. A cientista da computação lembra que as mulheres não precisam ganhar espaço na tecnologia, mas sim, recuperar um lugar que foi perdido. Grandes pioneiras desse setor eram mulheres!

A matemática Ada Lovelace foi a primeira pessoa (não a primeira mulher) a criar um código de programação, nos anos 1800, sendo uma das precursoras da computação como um todo.

Nos 1900, atriz e inventora Hedy Lamarr desenvolveu a tecnologia que hoje usamos como base do Wi-Fi, do bluetooth e do GPS.

E a engenheira Grace Hopper foi co-criadora de uma das primeiras linguagens de programação, o Cobol, nos idos dos 1940s.

“Nós pertencemos a esse mundo. Precisamos conquistar de volta o nosso lugar” diz Trokos. Ela pede que comecemos a transformar a realidade e equilibrar a questão de gênero na tecnologia, incentivando meninas a ingressarem nesse mercado. “Precisamos nos imaginar como agentes de mudanças”.

Karina Tronkos é a criadora do NinaTalks e foi vencedora da scholarship da Apple nos últimos cinco anos. 

 

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